
O Brasil deve ocupar a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcance aproximadamente US$ 2,8 trilhões, ultrapassando Itália e Rússia. Para 2026, o organismo prevê o país na décima colocação, com US$ 2,65 trilhões.
O país já havia ocupado a oitava posição em 1996. A projeção indica um retorno a essa colocação, que, segundo a base de dados do Fundo, deverá ser mantida entre 2027 e 2031. Ao final desse período, o PIB brasileiro poderá chegar a US$ 3,4 trilhões.
A classificação utiliza o PIB nominal em dólares, indicador que permite comparar o valor da produção de bens e serviços das economias. Nesse critério, a Itália aparece com aproximadamente US$ 2,77 trilhões em 2027, enquanto a Rússia tem projeção de US$ 2,68 trilhões.
Os Estados Unidos devem permanecer na primeira posição, com US$ 34,44 trilhões, seguidos pela China, com US$ 22,94 trilhões, e pela Alemanha, com US$ 5,66 trilhões. A Índia deve alcançar o quarto lugar, à frente do Reino Unido e do Japão. A França aparece na sétima colocação, imediatamente antes do Brasil.
A mudança de posição ocorre mesmo com a revisão para baixo das estimativas de crescimento brasileiro. O FMI projeta expansão real de 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. São medidas diferentes: enquanto o crescimento real acompanha a evolução da atividade descontada a inflação, a classificação considera o valor nominal da economia convertido em dólares.
A posição entre as maiores economias não representa, por si só, a renda ou a qualidade de vida dos habitantes. O indicador não informa como a riqueza está distribuída nem mede diretamente o acesso da população a serviços públicos. Os números para os próximos anos são projeções e podem ser revisados nas atualizações do FMI.