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Ministro da Fazenda diz que instabilidade no STF atrapalha economia e afeta confiança de investidores

Em entrevista ao NeoFeed, Dario Durigan defendeu mais transparência na Corte e afirmou que processos devem ser abertos sem seleção de informações vazadas

Por: Maria Eduarda Lima Fonte: Redação BGN
14/09/2026 às 11h04
Ministro da Fazenda diz que instabilidade no STF atrapalha economia e afeta confiança de investidores
Ministro da Fazenda, Dario Durigan. FOTO: LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a instabilidade institucional no Supremo Tribunal Federal (STF)prejudica a economia brasileira e a confiança de investidores estrangeiros. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao NeoFeed, publicada nesta segunda-feira (14).

A fala ocorre em meio à crise que envolve o STF após a divulgação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O episódio provocou divergências entre ministros da Corte e uma disputa sobre o acesso e a divulgação de documentos relacionados ao caso.

“Esse tipo de instabilidade é muito ruim. Tenho que reconhecer isso. Atrapalha a economia, atrapalha a credibilidade de investidor estrangeiro”, afirmou Durigan ao NeoFeed.

Segundo o ministro, a situação aumenta a percepção de imprevisibilidade sobre o funcionamento das instituições brasileiras. Para Durigan, o STF precisa recuperar credibilidade e adotar uma postura de maior transparência.

Ele defendeu que os processos sejam disponibilizados sem uma escolha seletiva sobre quais informações serão divulgadas. “É preciso abrir os processos sem escolhas seletivas do que está sendo vazado, ou não vazado”, disse.

Ministro defende responsabilidade fiscal

Na entrevista, Durigan também tratou das contas públicas e afirmou que um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ampliar a revisão de despesas e benefícios.

Entre as medidas citadas estão a redução de gastos obrigatórios, a revisão de benefícios tributários, o aumento da eficiência de programas sociais e uma reforma administrativa voltada ao combate a privilégios.

O ministro reconheceu que a dívida pública, atualmente em patamar próximo de 82% do PIB, representa um problema. Ao mesmo tempo, afirmou que o governo precisa manter o compromisso com a busca pelo superávit primário.

Durigan também criticou o que classificou como “preconceito fiscal” do mercado financeiro em relação ao governo Lula. Para ele, a percepção de que governos de direita seriam necessariamente mais responsáveis do ponto de vista fiscal não corresponde à realidade.

Recuperações judiciais e Banco Master

Outro tema abordado foi o aumento dos pedidos de recuperação judicial no setor varejista. Durigan relacionou o movimento à combinação de juros elevados e mudanças nos hábitos de consumo.

O ministro também defendeu mudanças na regulamentação dos fundos de investimento após as investigações envolvendo o Banco Master e a Reag. Segundo ele, o caso evidencia a necessidade de aperfeiçoar as regras do setor.

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