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Empresário Pede Investigação sobre Moraes e Fim do Inquérito das Fake News

Em entrevista, Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho do grupo Multi, aponta que o sentimento de “podridão” institucional já causa impactos diretos sobre o ambiente de negócios e o prêmio de risco no Brasil.

Por: Marcos Lira Fonte: Portal Brasil Gospel News
09/09/2026 às 16h10
Empresário Pede Investigação sobre Moraes e Fim do Inquérito das Fake News
Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser • Divulgação

O empresário Alexandre Ostrowiecki, presidente do conselho de administração do grupo Multi (antiga Multilaser), defendeu abertamente a abertura de investigações sobre o ministro Alexandre de Moraes e o encerramento do chamado inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). Em declarações repercutidas pelo blog do jornalista Daniel Rittner, na CNN Brasil, o executivo afirmou que a escalada da crise institucional gera um clima generalizado de insegurança e afeta de forma concreta a economia nacional.

À frente de uma companhia com faturamento bilionário e milhares de colaboradores, Ostrowiecki avaliou que o atual cenário não demanda "gestos de pacificação", mas sim uma profunda reformulação de regras estruturais. Entre as propostas levantadas estão o fim das decisões monocráticas em temas de relevância jurídica, o estabelecimento de mandatos fixos com idade mínima para os ministros da Corte e a criação de vedações ou transparência obrigatória sobre contratos de parentes de magistrados com partes interessadas em processos judiciais.

Questionado sobre as recentes polêmicas que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, o empresário argumentou que a apuração é o caminho civilizado para esclarecer suspeitas e separar alegações de fatos, comparando a situação ao rigor aplicado a qualquer agente público em instâncias menores. Ele também criticou a longevidade do inquérito das fake news, aberto em 2019, argumentando que a condução prolongada sem prazos e com a mesma instituição acumulando papéis de vítima, investigadora e julgadora prejudica a credibilidade institucional.

Por fim, o executivo alertou para os reflexos econômicos do agravamento político. Segundo ele, a percepção de instabilidade eleva o prêmio de risco, encarece o crédito e afugenta investimentos, gerando custos que recaem diretamente sobre a população por meio da inflação e da pressão no emprego.

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