
O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores nas eleições deste domingo, 4 de outubro, e deverá iniciar 2027 com 28 das 81 cadeiras do Senado Federal. A projeção coloca a legenda como a maior bancada da Casa e, caso se confirme na posse, será a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988. O recorde anterior era do então PMDB, que começou 1999 com 27 integrantes.
A bancada projetada do PL corresponde a aproximadamente 34,6% do Senado. O PT aparece em segundo lugar, com nove representantes, seguido pelo MDB, com oito. Apesar da vantagem sobre as demais siglas, o PL precisará de alianças para alcançar uma maioria de 41 parlamentares.
Neste ano, estavam em disputa 54 cadeiras, equivalentes a dois terços do Senado. Os eleitos terão mandatos de oito anos, de fevereiro de 2027 a janeiro de 2035. As outras 27 vagas correspondem aos mandatos iniciados após a eleição de 2022.
Das 54 cadeiras disputadas, 40 serão ocupadas por novos nomes e 14 por senadores reeleitos. Entre os 32 parlamentares que tentaram renovar seus mandatos, 18 foram derrotados. A renovação alcançou cerca de 74% das vagas em disputa.
O PSD está entre os partidos que mais perderam espaço: sua bancada deverá ficar com cinco integrantes. O PT elegeu seis senadores e terá nove na projeção, enquanto o MDB conquistou sete vagas nas urnas e deverá contar com oito representantes ao todo.
O desempenho do PL incluiu a conquista das duas vagas no Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia e em Santa Catarina. No DF, foram eleitas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Confira os 54 novos senadores:



A projeção considera que Cleitinho, eleito governador de Minas Gerais, dará lugar a Alex Diniz, do PL. Sergio Moro, eleito governador do Paraná, será substituído por Luís Felipe Cunha, do União Brasil. Essas mudanças explicam por que o total das bancadas não resulta apenas da soma dos eleitos com os atuais titulares.
Também poderão ocorrer alterações após o segundo turno, já que senadores com mandato em andamento disputam governos estaduais. Retornos de titulares licenciados, nomeações para ministérios e mudanças de partido podem modificar a composição até fevereiro.