
O partido Novo oficializou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, ao lado do candidato e de parlamentares eleitos pela sigla. A decisão se soma ao apoio da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP).
Ao anunciar a posição do Novo, Ribeiro afirmou que o objetivo é derrotar o PT. Flávio classificou os apoios recebidos como programáticos e disse que a prioridade é vencer a eleição antes de discutir outros assuntos. O partido havia disputado o primeiro turno com Romeu Zema, que também declarou apoio ao candidato do PL.
A federação União Progressista definiu seu apoio a Flávio na terça-feira (6), durante reunião das bancadas das duas legendas na Câmara dos Deputados. A decisão foi unânime e representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando a federação manteve neutralidade nacional e permitiu diferentes alianças nos estados.
Em nota assinada pelos presidentes nacionais Antonio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP, a federação justificou a escolha com a defesa de modernização da gestão pública, reorganização da economia e desburocratização. Essas avaliações expressam a posição política das legendas sobre a candidatura.
Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio a Flávio na terça-feira (6), em encontro realizado em Goiânia. O ex-candidato justificou a decisão por sua trajetória de oposição ao PT. O apoio de Caiado, porém, não corresponde a uma adesão nacional do PSD: a direção do partido liberou seus filiados e diretórios para escolherem seus posicionamentos.
Romeu Zema (Novo) também aderiu à candidatura de Flávio. Logo após o primeiro turno, havia declarado que estaria contra o PT onde o partido disputasse a segunda etapa. A formalização do apoio pelo Novo acrescenta o respaldo institucional da legenda ao posicionamento do ex-candidato.
Augusto Cury (Avante) decidiu não declarar apoio a nenhum dos finalistas. O escritor afirmou que espera que o vencedor considere as propostas apresentadas durante sua campanha e colocou seus projetos à disposição dos dois candidatos.
Renan Santos (Missão) afirmou que não apoiará nem fará campanha para Lula ou Flávio. Também deixou seus apoiadores livres para escolherem como votar. Sua declaração de que considera Flávio favorito não representa um endosso à candidatura do senador.