A economia brasileira perdeu força no segundo trimestre de 2026. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de apenas 0,18% entre abril e junho, na comparação com os três primeiros meses do ano.
O resultado representa uma forte desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o indicador havia avançado cerca de 1,2%. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (17).
Em junho, o cenário foi ainda mais fraco: o IBC-Br recuou 0,64% em relação a maio, retirando o indicador do maior patamar histórico registrado até então. O resultado veio ligeiramente pior do que as expectativas do mercado.
A retração de junho foi influenciada principalmente pela indústria e pelos serviços. A atividade industrial caiu 1,35%, enquanto o setor de serviços recuou 0,52% na comparação mensal.
A agropecuária apresentou comportamento diferente e registrou alta de 0,96% no período.
Mesmo com o resultado negativo em junho, a atividade acumulou crescimento no trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o IBC-Br ficou 1,46% maior. Já na comparação entre junho de 2026 e junho do ano passado, o avanço foi de 2,35%.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) reúne informações sobre diferentes setores da economia, como agropecuária, indústria, serviços e impostos. O indicador é divulgado mensalmente e permite acompanhar a atividade econômica antes da divulgação do PIB oficial pelo IBGE.
Apesar de ser conhecido como “prévia do PIB”, o IBC-Br não é uma estimativa oficial do PIB. O índice possui metodologia própria e serve como um indicador complementar para avaliar o ritmo da economia.
O resultado do segundo trimestre confirma a perda de ritmo que já vinha sendo observada nos indicadores de atividade. Em relatório divulgado em junho, o próprio Banco Central já apontava que os dados disponíveis de abril e maio indicavam crescimento menor no segundo trimestre em relação ao primeiro.
A desaceleração ocorre em um cenário de política monetária ainda restritiva e juros elevados, fatores que afetam o consumo e os investimentos com alguma defasagem. Ao mesmo tempo, a economia mantém crescimento em relação ao ano anterior.
O resultado definitivo do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE, que utiliza uma metodologia diferente e consolida um conjunto mais amplo de informações sobre a atividade econômica brasileira.