
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão atende a um pedido de urgência da defesa e remove o entrave que impedia o registro oficial da candidatura do parlamentar à Presidência da República.
O imbróglio ocorreu após o sistema da Justiça Eleitoral apontar, de forma inesperada, que o senador havia sido vinculado ao Partido Missão — o que gerou a desfiliação automática do PL pelas regras do sistema. Com a determinação de Nunes Marques, o histórico partidário de Flávio foi corrigido, garantindo o reconhecimento de sua filiação original ao PL desde novembro de 2021 e limpando o caminho para o protocolo da chapa antes do prazo final, que se encerra no dia 15 de agosto.
O episódio motivou uma apuração rigorosa nos bastidores da Justiça Eleitoral. O TSE descartou a hipótese de um ataque hacker generalizado aos servidores do órgão, indicando que o registro no partido Missão foi feito por meio do uso indevido de credenciais legítimas de acesso.
Diante da suspeita de inserção de dados falsos sem o consentimento do parlamentar, Nunes Marques determinou o envio de documentos e registros de acesso à Polícia Federal para que seja aberta uma investigação criminal voltada a apurar a autoria e as circunstâncias do ocorrido. Tanto a defesa de Flávio Bolsonaro quanto a direção do partido Missão classificaram a situação como irregular e colaboram para esclarecer o caso.