
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retoma nesta terça-feira (4) o julgamento do recurso apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que busca reverter a anulação da condenação de Adriana Villela.
Acusada de ser a mandante do brutal assassinato de seus pais — o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Cristina Villela — e da empregada da família, Francisca Tereza da Silva, crimes ocorridos na SQN 113 Sul em 2009, Adriana havia sido condenada a 61 anos de prisão. No entanto, a condenação acabou sendo anulada em 2025.
No recurso em análise na Corte Superior, o Ministério Público argumenta pela validade do julgamento original do Tribunal do Júri e requer que a condenação de 61 anos de reclusão seja integralmente restabelecida.
A defesa de Adriana Villela, por sua vez, sustenta a nulidade do processo anterior com base em teses de falhas procedimentais e cerceamento de defesa, o que motivou a decisão de anulação no ano passado. O desfecho desta terça-feira representa um marco decisivo para um dos casos policiais mais emblemáticos e de maior repercussão na história de Brasília.