O governo federal anunciou a liberação de R$ 5,7 bilhões em despesas discricionárias do Orçamento de 2026. A medida, formalizada no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas divulgado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, reduz a contenção total de verbas de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões neste ano.
O desbloqueio ocorre a 72 dias do pleito nacional e garante fôlego financeiro para a recomposição de verbas não obrigatórias de ministérios, incluindo ações de custeio operacional, universidades federais, pesquisas e programas de investimentos públicos.
A liberação só foi possível após a equipe econômica recalcular a projeção das despesas obrigatórias. De acordo com os novos dados do Executivo:
Folha de Pessoal: A estimativa de gastos com pessoal e encargos recuou R$ 4,2 bilhões.
Previdência e BPC: As projeções para o pagamento de benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) caíram R$ 3,2 bilhões cada.
A redução nessas obrigações legais abriu folga suficiente dentro do limite imposto pelo arcabouço fiscal para que a União autorizasse o gasto de R$ 5,7 bilhões em áreas discricionárias. Por outro lado, o governo elevou a previsão de despesas para ações de saúde (+R$ 3,4 bilhões) e abono/seguro-desemprego (+R$ 1,6 bilhão).
O detalhamento de como os R$ 5,7 bilhões serão fatiados entre as pastas ministeriais será publicado em decreto de programação orçamentária até o final do mês. A expectativa nos bastidores de Brasília é que a recomposição atenda demandas prioritárias de infraestrutura e serviços públicos essenciais na reta final de preparação para as eleições de outubro.