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CNPJ alfanumérico começa a ser implantado e exige adaptação de sistemas empresariais
Novo formato manterá os 14 caracteres, mas poderá combinar letras e números em novas inscrições; empresas já cadastradas conservarão seus números atuais.
25/07/2026 09h59
Por: Maria Eduarda Lima Fonte: Redação BGN
Foto: Ilustração Canva

A Receita Federal inicia, a partir de 31 de julho de 2026, a implantação progressiva do CNPJ alfanumérico. O novo modelo manterá a estrutura atual de 14 caracteres, mas permitirá a combinação de letras e números nas 12 primeiras posições. Os dois últimos caracteres continuarão sendo dígitos numéricos verificadores.

A mudança será aplicada apenas às novas inscrições e não alterará os CNPJs já existentes. Empresas, organizações e empreendedores que já possuem cadastro não precisarão trocar o número nem realizar atualização cadastral por causa do novo formato.

Mesmo depois do início da implantação, nem todos os novos registros terão necessariamente letras. Segundo a Receita Federal, o processo será gradual, e CNPJs exclusivamente numéricos poderão continuar sendo emitidos durante o período de transição.

O procedimento para abrir uma empresa também permanecerá o mesmo. O solicitante continuará utilizando os canais e as etapas habituais e não poderá escolher entre o formato numérico e o alfanumérico.

Mudança amplia combinações disponíveis

A adoção do novo padrão foi motivada pela limitação da quantidade de combinações possíveis no modelo formado exclusivamente por números. Com o crescimento contínuo do número de pessoas jurídicas registradas no país, a inclusão de letras amplia a capacidade do cadastro e garante a emissão de novas identificações no futuro.

A manutenção dos 14 caracteres busca reduzir os impactos da mudança e preservar a estrutura utilizada atualmente por empresas, órgãos públicos e instituições financeiras.

Sistemas precisarão aceitar letras

Na prática, o principal impacto será sentido pelas empresas e organizações que utilizam sistemas informatizados para armazenar, validar ou transmitir números de CNPJ.

Cadastros de clientes e fornecedores, bancos de dados, sistemas de gestão, plataformas fiscais, aplicativos, interfaces de programação, as chamadas APIs, e outros mecanismos de troca de informações deverão ser revisados para aceitar tanto o formato numérico quanto o alfanumérico.

Sistemas que reconhecem o CNPJ exclusivamente como um campo numérico poderão apresentar erros ao receber registros com letras. As rotinas de validação dos dígitos verificadores também precisarão ser atualizadas, já que o cálculo foi adaptado ao novo padrão.