Internacional TENSÃO BILATERAL
O dia do “Tarifaço”: EUA decidem hoje sobre taxa de 25% a produtos brasileiros
Casa Branca indica manutenção de sobretaxa bilionária, mas bastidores negociam exceções para poupar setores estratégicos [como café e carne] e aliviar bolso de empresários.
15/07/2026 13h22
Por: Marcos Lira Fonte: Por Redação Capital Gospel News
O levantamento da CNI aponta que a pandemia de Covid-19 provocou uma redução na quantidade de navios e escalas programadas em portos brasileiros

A quarta-feira, 15 de julho de 2026, amanheceu sob forte expectativa no mercado financeiro e no Palácio do Planalto. Hoje se encerra o prazo legal estabelecido para que a administração do presidente norte-americano Donald Trump tome uma decisão final a respeito da aplicação de barreiras alfandegárias a produtos brasileiros. O tema, que gera apreensão entre exportadores e investidores, mexe diretamente com o câmbio e com as projeções econômicas do país para o segundo semestre.

A Recomendação de Greer e a "Seção 301"

De acordo com informações de bastidores de Washington, o representante de comércio da Casa Branca, Jamieson Greer, sinalizou que o governo dos EUA planeja manter a recomendação de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre uma extensa lista de mercadorias brasileiras.

Essa medida é o desdobramento de uma investigação aberta no ano passado com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A apuração norte-americana concluiu que o Brasil adota práticas consideradas "desleais" e que "prejudicam o comércio dos Estados Unidos". Entre as principais queixas da Casa Branca estão:

A hegemonia do Pix: O relatório emitido pelos EUA cita o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro dezenas de vezes, sob o argumento de que ele cria barreiras e prejuízos para as operadoras de cartões e empresas de pagamento norte-americanas. O Banco Central do Brasil já informou que as regras do Pix são consideradas inegociáveis soberanamente.

O Jogo Diplomático das Exceções

Apesar da rigidez do anúncio das taxas, diplomatas e representantes do setor produtivo privado tentam amenizar os danos na reta final. Há uma forte pressão de empresários de ambos os países para que a Casa Branca amplie de forma considerável a lista de produtos isentos. O objetivo é evitar um encarecimento logístico e de produção que acabe sendo repassado ao consumidor final norte-americano, alimentando a inflação por lá.

As negociações indicam que setores vitais e matérias-primas essenciais fiquem fora do "tarifaço". Devem ser poupados produtos como: