
Em uma das manifestações mais recentes, um grupo de jovens chamou a atenção ao realizar uma coreografia sincronizada em meio à via pública, prometendo derrotar os planos do atual mandatário.
O episódio reflete a persistente resistência de setores progressistas locais diante das reformas promovidas pela gestão liberal-conservadora. Desde que assumiu o poder, Milei adotou uma política firme de corte de gastos públicos, que incluiu o encerramento de estruturas estatais consideradas ineficientes ou de caráter puramente ideológico, como o antigo Ministério das Mulheres, Gêneros e Diversidade.
Para defensores do atual governo, as medidas de austeridade e o fim desses órgãos são passos fundamentais para sanear a economia e combater o inchaço do Estado. Por outro lado, movimentos sociais e coletivos de esquerda acusam as reformas de desmantelar redes de assistência, recorrendo a performances artísticas e ocupações de vias públicas como principal forma de oposição à agenda de recuperação financeira do país.