
Um vídeo que circula nas redes sociais chamou a atenção do mundo inteiro ao mostrar um idoso, de chapéu e óculos escuros, sendo içado e voando sobre extensas plantações com a ajuda de um drone agrícola gigante. Com uma marcação de localização que aponta para a Indonésia, as imagens acumularam milhões de visualizações e geraram uma onda de curiosidade: seria o ator Morgan Freeman testando uma nova tecnologia ou uma nova e perigosa forma de transporte rural?
A verdade por trás do registro, no entanto, envolve criatividade, uma brincadeira entre amigos e um drone com capacidade de carga impressionante.
O protagonista das imagens não é a estrela de Hollywood, mas sim Mbah Daeman, um trabalhador rural residente da regência de Bojonegoro, na província de Java Oriental, Indonésia.
A incrível semelhança física com o ator Morgan Freeman — incluindo o formato do rosto, o sorriso e o bigode grisalho — foi um dos principais combustíveis para o vídeo viralizar globalmente, com milhares de internautas brincando que o ator havia "abandonado as telas para virar agricultor".
Embora as imagens tragam uma etiqueta de localização indicando a cidade de Jombang, o voo real aconteceu na vila de Sembungrejo, no distrito de Tuban.
Mbah Daeman explicou que tudo não passou de uma brincadeira descontraída planejada com amigos para criar conteúdo digital e se divertir. Ele não utiliza o equipamento como meio de transporte diário e o voo durou apenas alguns instantes.
A façanha só foi possível porque o grupo teve acesso a um drone agrícola de carga pesada. Diferente dos modelos convencionais de filmagem, esse tipo de drone é projetado para pulverizar lavouras e carregar insumos pesados, possuindo uma capacidade de elevação que chega a 150 kg. Uma corda reforçada foi amarrada à estrutura do equipamento e ao corpo de Daeman para garantir que ele saísse do chão de forma estável.
Apesar do tom bem-humorado da gravação, o caso acendeu um alerta sobre segurança. Especialistas em aviação e autoridades locais reforçam que drones agrícolas — mesmo os de grande porte — não são homologados para o transporte de seres humanos.
A prática envolve sérios riscos de quedas, falhas mecânicas ou acidentes com as hélices motorizadas, e não deve ser replicada.